
O salário mínimo em 2026 é de R$ 1.621, e esse valor está válido para todo o território nacional desde 1º de janeiro do novo ano, impactando tanto na vida do trabalhador quanto na rotina de quem atua em Departamentos Pessoais de empresas e na gestão de pessoas.
Ele é usado para cálculo do salário líquido, por exemplo, com desconto do INSS e consideração também do IRRF, além de outros ajustes do item da folha.
Não à toa, sua definição impacta diretamente em todo o processo de fechamento dos pagamentos mensais, bem como nos benefícios atrelados ao piso nacional e no planejamento financeiro de pessoas e corporações.
Vamos à mais detalhes?
Quanto é o salário mínimo em 2026?
O salário mínimo geral em 2026 teve seu valor fixado em R$ 1.621, e esse montante equivale ao piso nacional de salário que deve ser pago aos trabalhadores com carteira assinada ao redor de todo o país.
Ainda, serve de referência para o pagamento de aposentadorias, bem como dos demais benefícios previdenciários e assistenciais.
“Então, o salário mínimo aumentou?”
Sim, pois estava em R$ 1.518 em 2025 e é de praxe, por parte do governo federal, que o valor seja atualizado uma vez por ano, salvo exceções legais.
O novo montante, de R$ 1.621, é oficial: começou a valer no dia 1º de janeiro de 2026 e já apareceu em forma de reajuste na rotina das empresas no fechamento da folha de pagamento no primeiro mês do ano ou no início de fevereiro.
Organizações que usam tecnologias para monitoramento de jornada também já precisaram fazer os devidos ajustes nas ferramentas para que tudo estivesse de acordo a partir de 1º de janeiro.
Quanto subiu o salário mínimo em 2026?
Se, em 2025, o salário mínimo era de R$ 1.518 e, em 2026, passou para R$ 1.621, houve um aumento de R$ 103 no valor e um reajuste percentual de aproximadamente 6,79%.
Esse reajuste considera a política de valorização do pagamento em questão, que leva em conta tanto a inflação quanto o crescimento econômico do país e, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que produz estudos técnicos, dados estatísticos e análises econômicas sobre temas ligados ao trabalho e à renda em âmbito nacional, o reajuste significa um incremento de R$ 81,7 bilhões na economia nacional.
Mês → R$ 1.621
Dia → R$ 54,03
Hora → R$ 7,37
“E o salário mínimo não vai diminuir, né?”
Não! O salário mínimo nacional não vai diminuir em 2026: ele passou de R$ 1.518 em 2025 para R$ 1.621 em 2026, ou seja, houve aumento real do piso salarial, e isso já foi oficializado pelo governo federal.
No mais, espera-se que o valor continue aumentando nos próximos anos, embora ainda não haja definições e o que se saiba até agora tenha base nas projeções oficiais do governo e do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).
O salário mínimo de 2027 está projetado para ficar em torno de R$ 1.724 e, portanto, acima dos R$ 1.621 de 2026, seguindo a regra de reajuste que considera inflação e crescimento econômico. De qualquer forma, qualquer informação só deve ser oficializada em dezembro.
Agora, quem recebe o salário mínimo de R$ 1.621?
Recebem o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026 os trabalhadores com carteira assinada, cujo contrato é baseado na CLT, e cujo salário esteja no piso nacional.
Além de trabalhadores CLT cujo salário base esteja no piso nacional, o valor também é referência direta para empregados domésticos, trabalhadores avulsos e rurais registrados, quando a remuneração está atrelada ao mínimo.
E não se esqueça de que benefícios que utilizam o salário mínimo como referência legal também são reajustados.
Extra! Dicas importantes para quem contrata
É imprescindível, se você for empregador, a revisão de contratos, o cuidado com a redução de erros na folha de pagamento e a adequação total à Lei:
- Confira se, hoje, nenhum salário pago na sua empresa está abaixo do piso nacional
- Ajuste a folha de pagamento e os encargos relacionados
- Revise cálculos de horas extras, adicionais e banco de horas
- Garanta um controle de ponto adequado às normativas atuais
- Dê preferência à automação do registro de horários para evitar erros e dores de cabeça e até mesmo para ter assertividade no cálculo dos salários líquidos, no fim das contas!
Finalmente, como calcular o salário líquido em 2026?
1. Defina o salário-base e ajuste o mês se houver faltas e/ou atrasos
Comece pelo salário bruto mensal do contrato. Se for salário mínimo, a base é R$ 1.621 em 2026. Se houver faltas/atrasos não justificados, aplique o desconto proporcional aqui, porque isso já muda a remuneração do mês.
2. Caso existam proventos variáveis no mês, some-os ao salário-base
Some ao salário base tudo o que aumenta a remuneração do mês, porque isso pode mudar o INSS e (em alguns casos) o IRRF. Inclua, por exemplo: horas extras (com percentuais), adicional noturno, periculosidade/insalubridade, comissões, premiações, DSR sobre variáveis, bônus e verbas previstas em contrato ou convenção.
Aqui, você vai descobrir a remuneração bruta do mês = salário ajustado + adicionais.
3. Calcule o INSS do empregado
O INSS do empregado é calculado com base na remuneração bruta do mês (salário de contribuição), pelas alíquotas por faixa.
Em 2026, a primeira faixa é de 7,5%, aplicada, justamente, para quem recebe um salário mínimo ou menos, ou seja, sem adicionais, o INSS de quem recebe salário mínimo fica calculado assim: 1.621,00 × 7,5% = R$ 121,58.
4. Entenda se o IRRF deve ser considerado
A lógica é: o Imposto de Renda Retido na Fonte só entra em cena se, depois de você considerar a remuneração do mês, perceber que o colaborador não está coberto pela regra de isenção/redução.
Ele pode aparecer, então, se no mês do cálculo, houver valores que elevem a remuneração (ex.: comissões/variáveis muito altas, acúmulos) ou outras situações tributáveis.
Com sua isenção total, válida para rendimentos tributáveis mensais até R$ 5.000, quem recebe apenas o salário mínimo normalmente terá IRRF = R$ 0,00.
5. Aplique os demais descontos do mês
Finalmente, subtraia do valor já descontado de INSS e IRRF tudo o que ainda reduz o montante a receber, como: vale-transporte (quando houver desconto legal), adiantamentos salariais, coparticipações em benefícios (plano de saúde/odonto), descontos autorizados pelo colaborador, entre outros previstos em acordo ou convenção.
Você terá o valor final que será pago ao colaborador.
6. Chegue ao resultado (salário líquido)
Com tudo somado e descontado, você chega ao salário líquido, que é o valor que estará “na mão” do seu funcionário.
Salário bruto → R$ 1.621,00
(-) INSS (7,5%) → R$ 121,58
(-) IRRF → R$ 0,00
Salário líquido base → R$ 1.499,42
Lembre-se: na prática, o líquido pode ser maior (se houver adicionais) ou menor (se houver descontos como VT/adiantamentos/coparticipações e/ou desconto por faltas!
Deixe seu comentário