4 dicas para controle de ponto eficiente e quando faz falta

Entenda os problemas que apontam para ineficiência de controle de ponto e veja 4 dicas certas para melhorar o da sua empresa.

Controle ponto eficiente

Empresas que fazem controle de ponto eficiente são aquelas capazes de monitorar a jornada real de trabalho de seus colaboradores sem inconsistências, retrabalho ou dependência de ajustes frequentes.

Ao mesmo tempo, são aquelas que utilizam recursos para garantir registros de horários confiáveis, padronizados e auditáveis – também sem complicar a rotina dos funcionários que precisam fazer as marcações!

O seu negócio se encaixa nessa descrição?

Se você está em dúvida ou se o controle de ponto feito por aí ainda depende de ajustes frequentes, combinações informais ou conferências demoradas, a leitura deste artigo é imprescindível!

Piores problemas que reduzem a eficiência do controle de ponto

Para gestores e RH melhorarem o monitoramento de jornada de funcionários, antes de qualquer outra ação, ambos devem conseguir identificar fatores de risco que aumentam erros e retrabalhos.

Aqui estão os principais sinais de que está na hora de mudar:

  • Ajustes frequentes das marcações, majoritariamente sem histórico ou justificativa
  • Erros recorrentes no fechamento da folha de pagamento
  • Dificuldade para a conferência dos dados em tempo real
  • Falta de padronização entre equipes e de regras claras para os registros
  • Uso de planilhas paralelas ou controles informais
  • Esquecimento frequente por parte dos colaboradores
  • Falta de visibilidade sobre horas extras e banco de horas
  • Conflitos ou desalinhamento de expectativas com os colaboradores

Além de tudo, essas situações colocam a empresa em risco perante a Lei!

Você não quer ter que lidar com processos e passivos trabalhistas, certo?

O artigo 74 da CLT determina que empresas com mais de 20 funcionários devem registrar a jornada de trabalho. Essa exigência não é opcional, e falhas no controle podem gerar riscos trabalhistas e penalidades.

Registros eletrônicos, de fato, são mais eficientes, mas não são obrigatórios por Lei.

Tipos de controle de ponto e qual é o melhor

Envolvendo o RH na decisão, gestores de negócios em todo o Brasil podem optar pela implementação de controle de ponto manual (livro ou folha de ponto), mecânico (relógio de ponto cartográfico) ou eletrônico/digital.

A escolha depende das necessidades de cada empresa, individualmente, mas há recomendação majoritária pela terceira e mais moderna alternativa.

Sobre o registro eletrônico, fique sabendo!

A principal normativa que regulamenta o formato é a Portaria nº 671/2021, podendo as marcações acontecer por registro biométrico (em operações presenciais), por reconhecimento facial (físico ou remoto) e por aplicativo/internet (ideal para equipes externas, híbridas ou à distância).

Independentemente de qualquer coisa, cabe às empresas garantir a implementação de uma ferramenta confiável e reconhecida no mercado, certificando-se de que as informações sejam confiáveis e estejam disponíveis para consulta em caso de fiscalização ou necessidade de comprovação.

Ainda:

  • O sistema não pode fazer marcação automática de jornada ou impedir o registro de ponto fora do horário contratual
  • Fica terminantemente proibida qualquer alteração dos registros sem justificativa e rastreabilidade ou criar marcações fictícias
  • Todo e qualquer acordo entre contratante e contratados deve estar documentado por escrito
  • Há tolerância de até 5 minutos por marcação, com limite de 10 minutos no dia (antes ou depois do que está previsto em contrato)

Siga em frente para esclarecer outras dúvidas e anotar dicas práticas de um monitoramento realmente eficiente!

Quem é responsável pelo controle de ponto numa empresa?

Todos têm responsabilidades, inclusive na missão de aumentar, cada vez mais, a eficácia dos registros e da apuração de informações.

  • Você – pesquisa e escolhe, junto ao RH, a melhor solução para a marcação das jornadas; cria e implementa regras internas para os registros
  • Gestores e líderes – acompanham a jornada, validam horas extras, justificam atrasos e faltas e identificam desvios
  • RH – confere os registros e corrige inconsistências, usa os dados para a folha de pagamento, garante conformidade das marcações com a Lei
  • Funcionários – seguem as regras para registrar horários de entrada, saída e intervalos; recorrem às lideranças e/ou ao RH quando precisam esclarecer dúvidas ou alinhar expectativas
O RH pode mexer no registro de ponto dos funcionários, mas somente se as alterações acontecerem de forma transparente, adequada à jornada e com justificativa: lembre-se disso.

Finalmente, como fazer controle de ponto eficiente? 4 atitudes fundamentais

Imagine um funcionário que esquece de bater o ponto quando sai do trabalho na sexta-feira e, na segunda-feira, já não se lembra mais do horário em que encerrou suas funções.

Esse colaborador não consegue se justificar para o RH, os ajustes acabam imprecisos ou até incorretos, e tanto a empresa quanto o próprio funcionário podem enfrentar problemas no cálculo final de horas do mês.

Ou ele ganha menos, ou a companhia paga mais! E nenhum dos cenários é bom.

1. Defina uma política clara de jornada

Estabeleça regras sobre:

  • Horários de entrada e saída
  • Intervalos intrajornada
  • Tolerâncias a atrasos
  • Horas extras e banco de horas

Registre e compartilhe as informações com os colaboradores, mostrando-se aberto a perguntas e alinhamentos.

2. Escolha o tipo de marcação mais adequado para a sua empresa

Considere o tamanho da sua equipe, o tipo de operação (presencial, híbrida, remota, externa) e o volume de registros feitos por dia e por mês. Em paralelo, pense na sua gestão e na rotina do RH: quanto mais simples e confiável for o modelo, menor será a dependência de ajustes e conferências manuais.

Não deixe para olhar as marcações apenas no fechamento da folha. Faça acompanhamentos ao longo do mês para identificar erros enquanto são fáceis de corrigir.

Anexe atestados às justificativas, quando houver.

*Em outro artigo deste blog, aprenda a digitalizar documentos de RH sem pesar no bolso!*

3. Crie um fluxo simples para ajustes ou correções

Defina como qualquer mudança num horário já registrado deve ser feita e por quem! Direcione também uma outra pessoa para aprovar a alteração ou correção e oriente esses responsáveis em relação ao registro da justificativa.

Reforçamos! Correções podem acontecer, mas devem:

  • Ter justificativa
  • Ser registradas no sistema
  • Ser rastreáveis

Sem isso, o histórico de jornada perde credibilidade e pode ser questionado em auditorias ou processos.

4. Integre registros e folha de pagamento

Para completar, saiba que, quando o controle de ponto não “conversa” com a folha de pagamento, os riscos crescem surpreendentemente.

Em contrapartida, uma integração adequada e focada na automatização da folha de pagamento permite o manejo e o cálculo automatizados de horas extras e/ou banco de horas e dá mais agilidade para os processos do RH – enquanto garante segurança nas informações registradas!

“Vale a pena mudar meu controle de ponto agora?”

Você já sabe o que é preciso para garantir um monitoramento eficiente, agora responda: todas as adequações necessárias foram feitas? Caso contrário, agora é a hora de mudar seu controle de ponto.

Está comprovado: o controle eficiente, no fim das contas, torna-se um novo aliado para o bem-estar coletivo, a produtividade e a gestão.

Implemente e experimente uma plataforma completa para RH: hoje, a mudança de processo e/ou de ferramenta para o seu registro de jornada não surge apenas como melhoria, mas como estratégia – que cabe no bolso – para levar sua empresa rumo a um progresso ainda maior!

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