9 ações de Setembro Amarelo para empresas

O que a sua empresa faz quando chega a hora de abordar campanhas como o Setembro Amarelo? E o que ela poderia fazer? Este artigo traz insights importantes.

Pessoa segurando um laço amarelo, símbolo de conscientização sobre o câncer de pâncreas, com foco na campanha de conscientização e apoio à prevenção.

As empresas precisam abordar abertamente o tema “saúde mental”, e a campanha de Setembro Amarelo reforça isso: com a chegada do mês nacional de prevenção ao suicídio, muitas organizações podem aproveitar para abrir espaços para conversas sinceras com seus colaboradores.

Quando devidamente planejadas e amparadas pelos Recursos Humanos, esses diálogos transformam relacionamentos profissionais e contribuem para um ambiente organizacional mais humano e seguro.

Além disso, impactam positivamente no manejo de fatores de riscos psicossociais em empresas.

Leia este artigo para entender o que fazer no Setembro Amarelo e, durante o ano todo, como engajar profissionais através de atitudes simples, mas eficazes.

Campanha de Setembro Amarelo no trabalho: por que promover?

Empresas que abrem espaços para diálogos durante o Setembro Amarelo levam à superfície assuntos que ainda são cercados de silêncio e abordam o sofrimento emocional, dentro e fora do trabalho, através de vieses importantes.

Esse sofrimento, muitas vezes invisível, impacta nos relacionamentos interpessoais, na qualidade de vida das pessoas e na saúde física e mental. Consequentemente, também tem impactos na forma como essas pessoas manejam o dia a dia profissional, por exemplo.

Setembro, então, é um mês que traz, às empresas, a oportunidade concreta de quebrarem tabus, fortalecerem a troca de experiências e opiniões e mostrarem preocupação genuína com o bem-estar emocional de suas equipes.

Organizações com melhores índices de bem-estar emocional têm até 76% menos chances de enfrentar desligamentos voluntários se comparadas com outras empresas, segundo o GPTW

E esse não deve ser o único motivo para você se preocupar.

Aqui estão alguns números alarmantes

No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social, mais de 1 milhão de pessoas entre profissionais formais e informais estão em sofrimento mental relacionado ao trabalho.

Nos EUA, segundo a Aliança Nacional de sobre Doenças Mentais (NAMI), 52% dos trabalhadores relataram ter enfrentado burnout em 2024, e 37% se sentiram tão sobrecarregados nesse momento que era difícil seguir exercendo suas funções.

E de acordo com a NAMI, 58% dos 100 norte-americanos entrevistados para o estudo disseram não se sentir à vontade para falar sobre saúde mental no trabalho.

Além do mais, sete em cada 10 lideranças afirmaram não receber nenhum tipo de orientação ou treinamento para abordar o tema com suas equipes.

Percebe como o papel de gestores e RH é importante no cenário atual? Mais do que pensar na produtividade do funcionário, olhar com atenção para quem faz o negócio acontecer e criar um ambiente onde seja possível pedir ajuda sem medo são iniciativas essenciais hoje em dia.

9 ações sugeridas para Setembro Amarelo em empresas

O Setembro Amarelo pode ser o ponto de partida para você construir ou incentivar uma cultura de saúde mental na sua organização, um dia a dia mais empático e com partilhas constantes sobre riscos psicossociais.

É a partir de campanhas como essas que o RH desenvolve líderes para ouvir, acolher e agir. E que a exceção vai virando prática.

Aqui estão diversas práticas possíveis de aplicar no ambiente de trabalho, mesmo sem grandes estruturas ou orçamentos:

1. Entender como falar sobre assuntos difíceis

Abrir um diálogo sem causar desconforto, evitar termos sensacionalistas ou a romantização do suicídio, usar dados e contextos como embasamento e focar na prevenção e no apoio entram na prática número 1 para o Setembro Amarelo em empresas – prática essa que vai amparar todas as outras.

Algumas dicas são:

  • Preferir linguagem simples, objetiva e humana
  • Mostrar relevância do tema
  • Evitar detalhar casos
  • Validar sentimentos
  • Oferecer caminhos concretos
  • Mostrar que saúde mental importa
  • Demonstrar que a empresa reconhece o papel que tem

2. Criar espaços seguros para conversas

Independentemente de a empresa optar por um bate-papo informal, uma one on one, uma roda de conversa, um formulário anônimo ou até um canal direto entre funcionário e liderança, todo e qualquer espaço de diálogo precisa ser seguro.

Esses encontros não substituem apoio profissional, mas ajudam a criar um ambiente onde é possível conversar com liberdade. Ouvir com atenção, fazer perguntas genuínas e acolher sem julgamento são atitudes que mostram que a empresa está presente para quem precisa.

Busque mostrar que ninguém precisa lidar com tudo sozinho, ouça cada funcionário com atenção, faça perguntas interessadas de verdade e os acolha sem julgamentos.

Sempre sinalize que a empresa está disposta a ouvir, mesmo que a pessoa não se sinta pronta para falar.

3. Priorizar o vínculo entre RH e lideranças

Durante todo o Setembro Amarelo, RH e lideranças precisam assumir posições de protagonismo, então, não basta participar: cabe aos dois lados planejar as ações, executar as práticas, comunicar-se com sensibilidade e garantir que o tema seja tratado com respeito e consistência.

Especificamente para o RH, isso também inclui orientar os gestores sobre como conduzir conversas difíceis, revisar políticas que afetam negativamente o bem-estar dos funcionários e abrir caminhos para o cuidado emocional ao longo de todo ano, não só em setembro.

4. Usar a comunicação interna com intencionalidade

O mês de campanha pode ser oportunidade até para o aprimoramento da comunicação interna, aliada essencial para a empresa transformar uma iniciativa em estratégia frequente.

Para usar a comunicação com intencionalidade e garantir que as mensagens certas cheguem às pessoas certas:

  • Repita a mesma informação ao longo do mês em diferentes formatos
  • Adapte o tom para cada canal (e-mail, mural, intranet, chat corporativo, reuniões etc.)
  • Disponibilize canais acessíveis de acordo com o perfil dos funcionários e a forma como eles trabalham (presencial, híbrido, remoto)
  • Combine textos e imagens para reforçar impacto visual

Ainda, vale divulgar canais de apoio e enfatizar o quanto eles são seguros, compartilhar histórias reais, fazer cartazes com mensagens positivas ou murais colaborativos e até atualizar a identidade visual das assinaturas de e-mail, por exemplo.

Imagem de apoio à campanha de conscientização do Setembro Amarelo, com duas mãos se cumprimentando e uma fita amarela, símbolo de prevenção ao suicídio, em destaque. Texto promove ajuda e apoio durante o mês dedicado à saúde mental.

5. Disponibilizar e/ou divulgar canais de acolhimento

Se a sua empresa já oferece atendimento psicológico, aproveite o mês para reforçar qual é e como funciona esse canal. Se não, divulgue serviços gratuitos, confiáveis e sigilosos, como o oferecido pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), através do número de telefone 188, ações dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outras iniciativas.

Garanta que toda e qualquer pessoa do time saiba a quem recorrer caso precisar.

6. Convidar especialistas

A participação de médicos e especialistas em diálogos durante o Setembro Amarelo e todas as outras campanhas mensais que acontecem no Brasil é essencial para que os colaboradores obtenham informações qualificadas e esclareçam dúvidas pontuais.

E nesses momentos, além de tudo, muita gente percebe não ser exceção e não estar (mesmo!) sozinha, o que pode contribuir amplamente para a prevenção ao suicídio no ambiente corporativo.

Você pode convidar:

  • Psicólogos
  • Psiquiatras
  • Terapeutas
  • Assistentes sociais que se dedicam ao tema
  • Palestrantes que superaram desafios emocionais e hoje compartilham experiências de forma responsável

Para uma conversa leve e aberta, em que tabus sejam quebrados e sinais sejam apresentados, assim como dicas para identificá-los e como e onde buscar ajuda.

Não conseguiu buscar alguém por motivo de orçamento ou tempo? Tente parcerias com universidades, serviços públicos de saúde, ONGs ou centros comunitários: muitos lugares assim oferecem esse tipo de ação gratuitamente, principalmente durante o mês de setembro.

7. Usar a cor amarela

O uso do amarelo durante o período de campanha deixa mais visível a disponibilidade da empresa para acolher e informar, então, com propósito e sem exageros, aplique a cor na decoração do ambiente, em uniformes, no fundo das videochamadas, em materiais visuais etc.

E que tal criar adesivos com QR Codes que levam a conteúdos confiáveis sobre saúde mental?

8. Não esquecer das equipes remotas

Considerando, inclusive, que o isolamento físico pode intensificar sinais de sofrimento emocional, sua lista de práticas para o Setembro Amarelo deve incluir pelo menos uma ação em prol dos trabalhadores remotos, como:

  • Encontros virtuais com escuta ativa e sem pautas operacionais
  • Criação de grupos seguros de troca online
  • Envio de kits com mensagens, materiais e contatos

9. Aliar bem-estar emocional e físico

Por último, durante o mês e todo o ano, o RH também pode promover:

  • Dinâmicas rápidas de respiração
  • Meditação guiada antes de reuniões
  • Pausas ativas com alongamentos
  • Caminhadas coletivas curtas nos intervalos
  • Aulas de dança, yoga ou outras atividades leves para descontrair e mudar a rotina de vez em quando

Tudo vai depender do perfil dos colaboradores e da própria empresa, é claro, mas os fins serão sempre os mesmos: reduzir estresses, aumentar a disposição e melhorar o clima organizacional, transformando o apoio emocional em parte permanente da cultura.

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