Ponto com geolocalização funciona para equipes externas?

A geolocalização no ponto valida de onde uma equipe externa bate o registro, mas sem rastreá-la o dia todo. Você conhece este recurso? Veja como usar!

Profissional vestindo uniforme cinzento de trabalho com faixas refletoras e barba curta surge ajoelhado ao ar livre, olhando pensativamente para o lado. Ao fundo, sobressaem edifícios modernos de fachada clara, calçada ampla e vegetação.

Para usar a chamada “geolocalização” no controle de ponto de equipes externas, sua empresa precisa adotar uma plataforma de marcação de jornada que tenha, como recurso, a captura da localização do celular de cada colaborador trabalhando na rua, no instante da marcação, e que seja capaz de comparar essa localização com os locais autorizados para registro (através da chamada “cerca virtual”). 

Com o recurso, cada colaborador bate o ponto exatamente de onde está, e o registro chega com data, hora e local validados ao sistema da empresa, sem que o Departamento Pessoal e/ou o RH dependam de planilhas ou conferências manuais.

A geolocalização acaba com o incômodo de se provar as horas de pessoas que líderes não conseguem “ver trabalhar”, traz comprovantes válidos por Lei e garante confiabilidade na relação trabalhista, além de economizar tempo e dinheiro no fechamento da folha.

E não se preocupe: ela não tem nada a ver com vigiar a equipe o dia inteiro! Entenda mais detalhes neste artigo.

O que a geolocalização no registro de ponto e como usar?

A geolocalização é o registro da posição física do celular dos colaboradores cadastrados apenas nos instantes de marcação de jornada, ou seja, no momento em que esses colaboradores precisam marcar entrada, saída e intervalos. Para usá-la, basta uma plataforma de registro de ponto com o recurso disponível e a ativação do GPS do aparelho celular.

E, ao contrário do que muitos ainda pensam, ter a geolocalização ativada na marcação não é sinônimo de a empresa acompanhar e monitorar o colaborador o dia todo ou conhecer sua localização incessantemente.

Geolocalização, no contexto do ponto, é a captura da posição geográfica no momento exato do registro, usada só para validar de onde o ponto foi batido. Ela difere de rastreamento e monitoramento contínuo de posição.

O recurso usa o Sistema de Posicionamento Global (GPS) do aparelho celular – como qualquer aplicativo de mapa – só que ele é acionado pontualmente apenas na marcação.

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Conheça o passo a passo do uso de geolocalização no controle de horários de equipes externas

Uma vez implementada, na sua empresa, uma plataforma de registro de ponto com geolocalização e cerca virtual, cabe à tecnologia comparar a posição do GPS de cada colaborador externo no momento das marcações com os endereços que têm registros autorizados pelo DP ou RH, como casa, cliente etc.

A validação do registro acontece de forma automática.

Na prática, o fluxo é direto:

  1. A empresa cadastra os colaboradores e os locais válidos (cliente, obra, filial ou a própria residência, no caso de home office)
  2. Cada colaborador externo instala o aplicativo de ponto no celular e recebe usuário e senha individuais para login diário
  3. Ao iniciar ou encerrar a jornada ou, dependendo do combinado com a empresa, também nos horários de intervalo, os colaboradores registram o ponto online, e o sistema grava horário e localização
  4. O registro entra automaticamente no sistema e fica disponível no espelho de ponto, pronto para ser usado no fechamento da folha

A geolocalização, portanto, é a melhor alternativa para controle de ponto de funcionários externos, substituindo registros feitos na base da confiança ou via WhatsApp, por exemplo.

Em vez de a empresa perguntar o tempo todo ao colaborador se ele “chegou ao cliente”, os dados passam a ser registrados via tecnologia específica.

Mais sobre a cerca virtual no recurso de geolocalização

Agora, como funciona a cerca virtual? Boa pergunta! Ela nada mais é do que uma delimitação geográfica registrada no aplicativo de controle de ponto que permite à empresa validar o local ou os locais nos quais colaboradores externos podem fazer seus registros.

Por causa dessa cerca, cada marcação é comparada com um perímetro pré-definido: se o colaborador bate o ponto dentro da área autorizada, o sistema aprova; se bate fora, sinaliza para conferência.

Mas, tudo sem registrar o trajeto entre um ponto e outro.

A cerca virtual (ou geofence) é um raio geográfico desenhado em torno de um endereço, medido em metros. No controle de ponto, a empresa cria uma cerca para cada cliente, obra, filial etc., e até em volta da casa do colaborador, autorizando marcações nestas posições.

Sim, inclusive para equipes externas e desde que todo colaborador seja informado sobre a coleta da localização e a solução implementada para registros siga as regras do ponto eletrônico impostas, majoritariamente, pela Portaria 671/2021 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e as normativas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Aqui, também entra a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), porque localização é dado pessoal: a empresa precisa informar de forma clara qual dado coleta, quando e para quê, e usá-lo só para o controle de jornada, sem desvio de finalidade.

Enfim, na prática, havendo transparência, toda e qualquer empresa pode e deve usar controle de ponto por geolocalização para equipes externas, híbridas ou remotas, bastando uma política de uso simples e assinada pela equipe, que resolva a exigência legal e, de quebra, elimine a sensação de vigilância.

Como implantar ponto por geolocalização para equipe externa?

Antes de qualquer mudança, certifique-se de que sua equipe entenda o que está acontecendo, o que será registrado e exatamente como funciona a cerca virtual. Siga estas dicas:

  • Explique o que é e o que não é registrado
  • Ajuste políticas internas, se necessário
  • Formalize o combinado por escrito
  • Configure as cercas virtuais com os locais reais de trabalho e raios justos para a realidade de cada função
  • Rode um período de teste (2 a 4 semanas) para corrigir endereços e tirar dúvidas
  • Só depois do teste passe a usar oficialmente a geolocalização para fechar folha de ponto
  • Mantenha um canal aberto para ajustes de marcação

E cuidado na hora de escolher o ponto móvel para trabalho externo! Priorize uma solução cuja reputação seja positiva e reconhecida no mercado e cujos registros sejam precisos.

Como escolher aplicativo para registro de ponto por geolocalização?

Lembre-se de que alguns critérios pesam mais no campo do que no escritório e opte por uma plataforma com:

  1. Cerca virtual configurável
  2. Marcação de ponto disponível offline para áreas sem internet ou sinal
  3. Login individual e intransferível para cada colaborador
  4. Banco de horas integrado e automatizado
  5. Relatórios completos para ajudar no fechamento da folha 

Ainda em dúvida sobre o momento ideal da migração? Se a equipe já entende que não será rastreada o dia todo, tranquilize-se! E, se há clientes, obras ou filiais recorrentes, saiba que a cerca virtual encaixa bem, mas, se o destino muda todo dia, basta um planejamento de cercas por cliente ou validação por área ampla.

Por último, mas não menos importante, se seu RH ou DP ainda depende de trabalho manual para pagar salários e contabilizar banco de horas, você já sabe o que fazer para dar o próximo passo rumo ao progresso!

Mãos à obra.

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