
A proposta que prevê o fim da escala 6x1 no Brasil avançou recentemente no Congresso Nacional, mas ainda não está válida* e, portanto, ainda não obriga as empresas a mudarem jornadas, escalas e folgas. De qualquer forma, é momento para o RH começar a observá-la com maior atenção.
A PEC 221/2019 foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados e, desde o final de maio de 2026, tramita no Senado Federal.
Até que essa Proposta de Emenda à Constituição seja aprovada também pelo Senado Federal e promulgada, você não precisa tomar nenhuma atitude drástica na sua empresa, mas é essencial agora distinguir a regra ainda válida das regras de um futuro próximo que mereça preparo.
E, se você ainda não mapeou quem trabalha em 6x1 e qual a cobertura real de cada turno por aí, aproveite a oportunidade! Além disso, deixe horas extras e banco de horas auditáveis e considere simular como sua operação funcionaria em outro cenário.
Use este artigo como base para suas ações! Aqui, você vai entender:
- Em que ponto está a proposta do fim da escala 6x1
- Como ficaria a jornada caso o texto aprovado pela Câmara seja mantido
- Quais etapas ainda faltam até qualquer mudança, de fato
- Quais podem ser os impactos de novas regras para as empresas
- O que considerar desde já, mesmo sem alterar a jornada dos funcionários
Boa leitura.
*Conteúdo atualizado em 26 de agosto de 2026*
Foi aprovado o fim da escala 6x1?
O fim da escala 6x1 foi aprovado pela Câmara dos Deputados no final de maio de 2026, mas até o final do mês de agosto ainda não havia sido aprovado definitivamente pelo Congresso, nem entrado em vigor.
Para que a escala 6x1 realmente acabe no Brasil, a PEC ainda precisa avançar na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado e ser aprovada em dois turnos pelo Plenário da Casa, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um.
O Congresso terá um novo período de esforço concentrado entre o fim de agosto e o início de setembro, e há expectativa política de avanço da proposta nesse período, mas não existe prazo oficial para sua aprovação definitiva.
E vale dizer que PECs não dependem de sanção presidencial.
Por enquanto, então, na prática, as empresas continuam seguindo as regras já existentes para definição de jornadas, escalas e folgas. Até que uma eventual emenda constitucional seja promulgada e chegue o momento previsto pelo próprio texto para a entrada em vigor das novas regras.
Como fica a jornada de trabalho com o fim da 6x1?
Havendo aprovação integral do texto que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, a jornada de trabalho máxima no Brasil passa, gradualmente, de 44 horas para 40 horas semanais. Sem redução salarial.
E, seguindo as novas regras, trabalhadores com carteira assinada teriam direito a dois dias de repouso semanal remunerado.
Mas mudança, caso ocorra, deve acontecer aos poucos, com uma transição que segue este raciocínio:
- Até 60 dias após uma eventual promulgação – Nenhuma redução
- Após 60 dias – Jornada máxima de 42 horas semanais e dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos
- Após 12 meses – Jornada máxima de 40 horas semanais
A transição completa levará 14 meses, contados da promulgação, e a redução prevista também alcançará contratos de trabalho que já estiverem em vigor.
Antes de qualquer decisão ou alteração, RHs e Departamentos Pessoais deverão considerar o texto que efetivamente for promulgado, a atividade exercida por cada colaborador ou equipe e as normas coletivas aplicáveis às diferentes categorias.
Qual o impacto do fim da escala 6x1 no Brasil?
Os principais impactos dessa mudança aparecem tanto na jornada de trabalho quanto na folha de pagamento. São eles:
- Redução de jornada máxima semanal
- Garantia de dois dias de repouso semanal remunerado
- Manutenção dos salários mesmo com redução da carga horária
- Reorganização de jornadas, escalas e folgas
- Possível redistribuição de equipes e horários
- Possível aumento de horas extras ou necessidade de novas contratações
- Revisão do uso de banco de horas e compensações
- Adequação dos sistemas de ponto, escalas e folha
- Possíveis variações nos custos de pessoal
- Ainda maior necessidade de acompanhamento de acordos e convenções coletivas
A intensidade dos efeitos depende de cada operação e da forma como RH e/ou DP vão atuar para organizar o cotidiano.
Não à toa, quanto mais cedo sua empresa conhecer sua demanda real de cobertura, mais condições terá de comparar possibilidades antes que uma eventual mudança se torne obrigatória.
E como fica o trabalho no comércio e no varejo sem a 6x1?
Caso as novas regras de jornada de trabalho entrem em vigor no país, empresas do comércio e do varejo talvez precisem redistribuir jornadas e folgas para conciliar a cobertura necessária com os novos limites.
Algumas alternativas se destacam nos casos de trabalhos aos finais de semana e feriados, como escala 5x2 com folgas rotativas e revezamento por turnos e escalas diferentes entre colaboradores para distribuir a cobertura necessária ao longo da semana, mas elas não estão determinadas pela PEC.
Normativas trabalhistas como um todo e convenções ou acordos coletivos aplicáveis deverão ser considerados.
“Se a escala 6x1 acabar, devo contratar mais gente ou pagar hora extra?”
Essa é uma boa pergunta, e a resposta vai depender do custo da hora de cobertura: hora extra envolve o valor da hora acrescido do adicional devido. Uma nova contratação, por outro lado, envolve salário, encargos e demais custos associados ao vínculo durante toda a jornada contratada.
Mas sua decisão não deve considerar apenas o valor imediato, afinal, horas extras podem ajudar a absorver demandas pontuais, enquanto uma necessidade permanente de cobertura pode exigir reorganização estrutural da escala ou ampliação da equipe.
Um banco de horas também pode fazer parte do seu planejamento quando juridicamente cabível, respeitando os requisitos legais e coletivos aplicáveis. Pondere!
7 dicas para se adequar ao fim da escala 6x1
Enquanto você acompanha a tramitação da PEC, prepare-se a partir destas dicas:
- Mapeie quem trabalha em 6x1 hoje, separando colaboradores por função, equipe e unidade para entender onde uma eventual mudança terá maior impacto
- Meça a cobertura necessária em cada turno, identificando quantas pessoas e horas de presença a operação realmente exige em cada dia e horário
- Mantenha horas extras e banco de horas auditáveis, com registros de jornada rastreáveis e saldos que possam ser conferidos em tempo real
- Simule jornadas de 42 e 40 horas semanais com dois dias de repouso, verificando lacunas e alternativas
- Compare diferentes desenhos de escala, considerando redistribuição de horários, folgas rotativas, revezamentos, redução de sobreposições e aumento da equipe
- Revise acordos, convenções coletivas e instrumentos de compensação, identificando regras específicas das categorias
- Prepare seus sistemas e processos para mudanças de jornada, garantindo máxima integração
Se você chegar ao fim da escala 6x1 com registro de ponto, manejo de escalas, banco de horas e folha devidamente integrados, poderá adotar novos parâmetros com facilidade e sem comprometer históricos de registros.
O resultado? Mais previsibilidade para reorganizar a operação, menos retrabalho na transição e mais segurança para adequar jornadas, folgas e custos às novas regras quando elas efetivamente entrarem em vigor e absolutamente nenhum problema de relacionamento com seus funcionários.
Alie tecnologia e gestão de jornada
Uma mudança do porte do fim da escala 6x1 fica muito mais difícil de administrar quando escalas, ponto, horas extras e banco de horas estão espalhados por planilhas ou controles diferentes, então, aproveite que você está com sede de informação e adequação!
Antes mesmo de qualquer nova regra entrar em vigor, centralize os dados da gestão de pessoas da sua empresa para enxergar a jornada real das equipes, fazer testes e identificar possibilidades.
Faça isso o quanto antes, inclusive pensando em economizar dinheiro.
Conte com a Coalize!
É justamente a visão integrada que as empresas brasileiras precisam para os novos tempos que o Sistema de Gestão de Pessoas da Coalize oferece: ponto, escalas, banco de horas e gestão de jornada reunidos em um só lugar, para que RH e DP acompanhem o que acontece hoje e tenham dados confiáveis para planejar o que pode mudar amanhã.
Com as informações centralizadas na plataforma, você consegue visualizar jornadas e saldos, organizar diferentes escalas, acompanhar horas extras e testar novos cenários com muito mais controle – algo especialmente importante diante de uma possível redução da jornada semanal.
Assim, se o fim da escala 6x1 realmente entrar em vigor, sua empresa não precisará começar a adequação do zero: já terá processos organizados, históricos preservados e informações para tomar decisões sobre cobertura, escalas e custos.
Prepare-se hoje para o amanhã que está chegando: conheça a solução completa da Coalize.
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