CLT ou PJ 2026: calculadora do custo de contratar

Compare o custo real de registrar um funcionário com o de contratar como pessoa jurídica — e veja o passivo que a economia esconde.

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Custo do CLT

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Custo do PJ

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Nota que empata com o CLT

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Acima disso, o PJ sai mais caro
Custo a mais no ano

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0% do custo de um CLT

O outro lado da economia: passivo por reconhecimento de vínculo

Se a relação tiver subordinação, pessoalidade, habitualidade e onerosidade, existe vínculo empregatício mesmo com contrato de PJ assinado (CLT, art. 3º). Reconhecido o vínculo, a empresa responde retroativamente por tudo que deixou de recolher — e a base do cálculo é o valor da nota, não o salário CLT que você deixou de pagar. É isso que faz o número assustar.

Passivo estimado em 12 meses
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Meses de economia para cobrir esse passivo
nunca

A estimativa cobre FGTS com multa de 40%, 13º, férias com o terço e INSS patronal sobre o valor pago ao PJ. Não inclui honorários advocatícios, custas, juros, correção monetária, danos morais nem autuação previdenciária — uma condenação real tende a ser maior.

Veja também:

O que é CLT e o que é PJ

São duas formas juridicamente distintas de contratar a mesma pessoa para o mesmo trabalho — e a diferença entre elas não é de nomenclatura, é de regime jurídico. Uma cria vínculo empregatício; a outra, uma relação entre empresas.

Contratação CLT

A empresa registra a pessoa como empregada, anota a carteira e passa a dever todos os direitos da Consolidação das Leis do Trabalho: 13º, férias com o terço, FGTS, aviso prévio, repouso semanal remunerado, horas extras e adicionais. Sobre a folha incidem ainda os encargos patronais. Em troca, tem subordinação: pode dirigir o trabalho, exigir horário e cobrar exclusividade.

Contratação PJ

A empresa contrata outra empresa, que emite nota fiscal pelo serviço. Não há folha, encargos, FGTS nem verbas rescisórias — o custo é o valor da nota, e nada mais. Em troca, não há subordinação jurídica: o contratante define o resultado esperado, não a forma nem o horário de executá-lo. Quando essa fronteira é ultrapassada, o contrato deixa de proteger quem contrata.

Como calcular o custo de um CLT e de um PJ

O custo do CLT: salário mais encargos

O erro mais comum é comparar o salário do CLT com o valor da nota do PJ. São bases diferentes. O salário é só uma parte do que a empresa desembolsa: por cima dele vêm INSS patronal, RAT, terceiros, FGTS e as provisões de 13º, férias e multa rescisória. No exemplo de um salário de R$ 5.000,00 em empresa do Lucro Presumido, o custo mensal é R$ 8.301,40 66% acima do salário.

O custo do PJ: o valor da nota

Para quem contrata, é exatamente o valor da nota fiscal, e mais nada. O DAS do Simples, o INSS sobre o pró-labore e os honorários do contador são custos do prestador — pesam no bolso dele, e por isso ele cobra mais do que aceitaria como salário. Do lado da contratante, não há encargo, provisão nem verba rescisória.

Quanto de nota equivale a um salário CLT

A nota que empata com o CLT é o custo total do CLT, não o salário dele. No exemplo, uma nota de R$ 8.301,40 por mês representa o mesmo desembolso que um salário de R$ 5.000,00. Abaixo disso, o PJ é mais barato; acima, contratar PJ sai mais caro que registrar. É esse o número que a comparação honesta produz.

Por que o regime tributário muda tudo

Empresas do Simples Nacional nos anexos I, II, III e V não recolhem a cota patronal de 20% sobre a folha, porque ela já está embutida no DAS (LC 123/2006, art. 13, VI). O mesmo salário de R$ 5.000,00 custa R$ 6.641,12 nelas, contra R$ 8.301,40 no Lucro Presumido. Na prática, o CLT é bem mais barato para o optante do Simples — e a vantagem financeira de contratar PJ encolhe na mesma medida. O anexo IV é a exceção e recolhe a cota patronal normalmente.

Contratar PJ é legal? Quando a relação vira pejotização

É legal quando a relação é genuinamente de prestação de serviços entre empresas. Torna-se irregular quando estão presentes os quatro elementos do art. 3º da CLT: pessoalidade — o serviço tem de ser prestado por aquela pessoa específica —, habitualidade, onerosidade e subordinação. Presentes os quatro, há vínculo empregatício independentemente do contrato assinado, e o contrato de PJ não protege a contratante. Bater ponto, cumprir horário fixo, responder a um superior hierárquico e trabalhar com exclusividade são os sinais que mais aparecem em reclamação trabalhista.

O que a empresa paga se a Justiça reconhecer o vínculo

Tudo o que deixou de recolher, retroativamente: FGTS de todo o período com a multa de 40%, 13º salário, férias com o terço constitucional e a contribuição patronal do INSS. No exemplo de R$ 7.000,00 mensais por 24 meses, o passivo estimado passa de R$ 85.082,67 — antes de honorários, custas, juros, correção e eventuais danos morais.

É por isso que a conta engana. A economia aparece todo mês, no caixa, e reforça a sensação de que a decisão foi acertada. O passivo não aparece em lugar nenhum até virar processo — e aí cobra de uma vez todo o período. Quanto mais tempo a relação dura, maior a conta.

O que esta calculadora não considera

Do lado do CLT, ficam de fora adicionais de insalubridade, periculosidade e noturno, horas extras habituais, benefícios de convenção coletiva e a desoneração da folha. Do lado do PJ, os impostos e custos do prestador, que não são despesa de quem contrata. E, dos dois lados, os custos indiretos da contratação — equipamento, posto de trabalho, software e treinamento. A estimativa de passivo é uma ordem de grandeza para apoiar a decisão, não um cálculo de liquidação de sentença.

Principais dúvidas sobre CLT e PJ

Quanto custa contratar um CLT além do salário?

No Lucro Presumido ou Real, um salário de R$ 5.000,00 custa R$ 8.301,40 por mês para a empresa — 66% acima do salário, somando INSS patronal, RAT, terceiros, FGTS e as provisões de 13º, férias e multa rescisória. No Simples Nacional, o mesmo salário custa R$ 6.641,12, porque a contribuição previdenciária patronal já está no DAS.

Quanto custa um PJ para a empresa contratante?

Exatamente o valor da nota fiscal. O DAS do Simples, o INSS sobre o pró-labore e os honorários do contador são custos do prestador, não de quem contrata. Por isso a comparação correta não é 'salário contra nota', e sim 'custo total do CLT contra valor da nota'.

Quanto eu precisaria pagar de nota para empatar com um CLT?

O mesmo que o CLT custa por inteiro. No exemplo de um salário de R$ 5.000,00 em empresa do Lucro Presumido, uma nota de R$ 8.301,40 por mês representa o mesmo desembolso. Acima desse valor, contratar PJ sai mais caro que registrar.

Contratar PJ é ilegal?

Não, quando a relação é genuinamente de prestação de serviços entre empresas. Torna-se irregular quando estão presentes os quatro elementos do art. 3º da CLT: pessoalidade, habitualidade, onerosidade e subordinação. Nesse caso há vínculo empregatício independentemente do contrato assinado, e o contrato de PJ não protege a contratante.

O que a empresa paga se a Justiça reconhecer o vínculo?

Tudo o que deixou de recolher, retroativamente: FGTS de todo o período com a multa de 40%, 13º salário, férias com o terço constitucional e a contribuição patronal do INSS. No exemplo de R$ 7.000,00 mensais por 24 meses, o passivo estimado passa de R$ 85.082,67 — e isso antes de honorários, custas, juros, correção e eventuais danos morais.

Qual a diferença entre CLT e PJ?

A CLT cria vínculo empregatício: a empresa registra a pessoa, anota a carteira e passa a dever 13º, férias com o terço, FGTS, aviso prévio, horas extras e adicionais, além de recolher os encargos patronais sobre a folha. Em troca, tem subordinação — pode dirigir o trabalho, exigir horário e cobrar exclusividade. O PJ é uma relação entre empresas: o custo é o valor da nota fiscal e nada mais, mas não há subordinação jurídica. O contratante define o resultado esperado, não a forma nem o horário de executá-lo.

Um profissional pode ser CLT e PJ na mesma empresa?

Não para a mesma atividade. Manter as duas formas em paralelo para a mesma função é indício forte de fraude e costuma levar ao reconhecimento de vínculo sobre o todo, com o valor da nota integrando o salário para efeito de férias, 13º e FGTS. Há situações em que a Justiça admite a coexistência — atividades claramente distintas, sem subordinação na parte prestada como PJ —, mas o ônus de demonstrar essa separação é de quem contrata, e ele é alto.

Qual regime tributário torna o CLT mais competitivo?

O Simples Nacional nos anexos I, II, III e V. Neles a contribuição previdenciária patronal já está embutida no DAS, então a empresa não recolhe os 20% sobre a folha. O mesmo salário de R$ 5.000,00 custa R$ 6.641,12 nessas empresas, contra R$ 8.301,40 no Lucro Presumido ou Real — uma diferença que muda a resposta da comparação. O anexo IV é a exceção e recolhe a cota patronal normalmente.

A economia com PJ compensa o risco?

Depende de quanto tempo a relação dura e de quão frágil ela é juridicamente. A calculadora mostra em quantos meses a economia acumulada cobriria o passivo estimado. O ponto é que a economia é mensal e certa, enquanto o passivo é único, cresce com o tempo de contrato e vence de uma vez — normalmente quando a relação termina mal.

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